O PERISCÓPIO
UM JORNAL PERITURO
abril /99
O TERMO SOBERANIA:
a) Independência
b) Qualidade de soberano
c) Poder supremo
d) Autoridade de soberano
e) Autoridade moral
f) Propriedade de um estado que não depende de qualquer outra potência
g) Governo próprio
Podemos entender soberania como a capacidade de um povo de conduzir os seus próprios destinos; buscar sempre as melhores soluções para a nação; encontrar os caminhos mais curtos para que o bem estar de todos seja alcançado; em fim liberdade irrestrita para atingir os anseios de um povo.
Que coisa fabulosa deve ser a soberania de um povo! Todos buscando melhores condições de vida; buscando o progresso em cada ação; todos guiados pelos seus próprios interesses; todos puxando para o mesmo lado; todos os esforços direcionados para o bem comum de seu torrão.
Em um passado recente, 3 décadas atrás, surgiu em nosso torrão uma consciência soberana, um grupo consciente que sonhou traçar o seu próprio destino, lutar pelos interesses maiores de nosso povo eram pessoas soberanas e queriam soberania para a nossa nação.
Este grupo era numeroso porém disperso e quando resolveu unir-se foi alvo das maiores atrocidades.
Podemos dizer que todos os cérebros soberanos daquela época foram eliminados da forma mais bruta; lá estão, não sei onde, aqueles infelizes sonhadores que foram catalogados como “desaparecidos”; é, desapareceram coberto pela terra ou pela água.
Acabou-se assim a energia fabulosa de todas aquelas mentes, mentes soberanas.
Hoje, resta um povo mal observador, esquecido, sem rumo, sem idéias, vê, discorda, mas aceita tudo que se lhe impõe! Resta um povo apático que não cobra dos governantes nem de si mesmo seriedade, objetividade, riqueza de espírito.
Quanta falta faz aquele nobre grupo que foi taxado de subversivo!
Somos independentes?
“Sim” mas dependemos da vontade do 1º mundo
Somos soberanos?
“Sim” a escravidão também é uma forma de soberania.
Temos um poder supremo?
“Sim” mas vem de fora.
Temos autoridade de soberano?
“Sim” à qual somos obrigado a obedecer.
Temos autoridade moral?
Não, nem de longe.
Temos a graça de não sofrermos interferência de outra potência?
Não; não só dependemos como nos submetemos a todos os seus caprichos.
Temos um governo próprio?
Nem impróprio!
O que nos resta?
Cada quilo de ferro levado pelo 1º mundo, passamos a dever dois quilos de ferro; cada diamante levado passamos a dever dois diamantes; cada barra de ouro que nos tiraram passamos a dever duas barras de ouro; cada saca de soja que nos tiraram passamos a dever duas sacas de soja; cada gota de sangue que jorra de nossa sangria devemos mais duas.
Quem sabe o que acontece no Iraque?
Quem sabe o que a OTAN faz na Iugoslávia?
Quem sabe o que ocorre com os curdos?
Quem sabe o que ocorre na África?
Como eu gostaria de saber! Como gostaria de poder analisar as duas faces!
É, Perdemos nossa siderurgia
Perdemos nossa energia
Perdemos nossa comunicação
Perdemos nossa economia
Já não tínhamos educação
Já não tínhamos saúde
Já não tínhamos alimentos
P'ra lá se foi a madeira, aqui ficou o pó.
É certo que um povo que não é capaz de guiar os seus próprios destinos não tem razão de existir.
Deve perecer pois mesmo que não percebam são autênticos escravos e possuidores de toda sua desnutrição, pois isto é o que diferencia a escravidão moderna das escravidões do passado; antes os escravos eram bem alimentados.
I B N
UM GOSTINHO RUIM,
APENAS ISTO
Venho alertar esta comunidade de que aquele gostinho ruim apresentado na água por nós utilizada nos últimos dias pode ter efeitos bem mais maléficos que apenas aquele gostinho.
Não fiquei sabendo nem procurei saber do órgão competente, as causas reais pelas quais a nossa água bruscamente mudou o sabor.
Alguém me falou que esfarrapadamente chegaram à conclusão de que se tratava do lançamento de águas salgadas, na margem do Rio São Francisco, pelo Riacho Vitória que tem sua foz acima da captação de água que abastece a cidade de Petrolina.
Até aí tudo bem, para um estranho à nossa cidade até que colaria, mas para outros que entendem de hidráulica e também da hidrografia da nossa região a coisa é de arrepiar!
- Um riacho normal jamais apresentaria sais perceptíveis ao sabor em épocas de enchentes, ainda mais se suas águas foram misturadas às do São Francisco .
- Se chegou ao ponto do “pequenino” Riacho Vitória mudar tanto o sabor das águas no ponto de captação de nossa cidade é porque algo está acontecendo com as águas do Riacho Vitória.
- O que na realidade acontece é que o Riacho Vitória drena boa parte das terras do projeto Senador Nilo Coelho; por ocasião das fortes chuvas as toneladas e toneladas de fertilizantes e venenos que estavam entranhados no solo acima da placa impermeável (que bem caracteriza a bacia do Riacho Vitória) estão sendo transportados e lançados no Rio São Francisco a montante da captação.
Esta sim deve ser a causa da mudança acentuada ocorrida no sabor de nossa água, cujas conseqüências para a saúde da população não temos dados suficientes para lançarmos uma previsão.
Não sei se a COMPESA analisou a constituição química da verdadeira solução aquosa que está sendo fornecida como água potável aos petrolinenses e se os possíveis riscos foram avaliados por aquele órgão.
Contudo fica o alerta: enquanto perdurar este horrível sabor sugiro aos colegas e alunos que bebam água mineral, basta os venenos que já consumidos através das frutas a verduras a que vão se depositando em nossos organismos e aumentando os pacientes portadores de problemas cancerosos das regiões irrigadas.
As estações de tratamento de água reduzem as contaminações biológicas e o excesso de sólidos presentes na água mas nada podem fazer contra a poluição química, fato que poderá está ocorrendo com a nossa água!
IBN
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