L O PERISQÓPIO J
(Jornal perituro)
Esqrito em lójiqa
Diresão jeral: Ignatius Saraquto
Abril / 2000
O Perisqópio leva xumbo
O perituro foi alvo d severas qrítiqas e forts presões impostas por qolegas d nosa UNED ao debaterem o qonteúdo d um serto doqumento segundo eles d autoria do deputado OQ.
Não foi posível ao perituro inteirarse do qonteúdo do tal doqumento mas segundo qomentários tratase d um posível embarqe do deputado OQ no bond, em movimento, da qriasão do qampus universitário dezejado pela populasão da sidad das qarranqas, pela xefia suprema da Universidad Federal da qapital dos masqats e por esmagadora maioria dos servidores e alunos d nosa UNED.
Parese q formouse toda uma espeqtativa segida d um grand desqontentamento e protestos d q o deputado OQ tome o qomando do qoletivo, qoiza q nunqa largou, e pase a qonduzir todos a sua maneira.
Esperase, q se qonfirmados ests rumores, muita jent salt do bond, mezmo em movimento, e tentem pegar outro transport mezmo q por outro qaminho mas nunqa aseitarão xegar ao terminal da viajem qom o parlamentar a qomandálos!
No meio da qaloroza disqusão, o responsável e úniqa pesoa q efetua os rabisqos do Perisqópio tev d dar espliqasões quanto a posível interferênsia do mízero folhetim q nem mês serto tem para ser lansado, teria do deputado OQ.
Seria para o Perisqópio uma grand onra se sua mízera e frájil ezistênsia fose notada por qualqer um dos membros do Qongreso Nasional.
Mas o Perituro não se met em disputas, só observa o orizont e foqaliza o q lhe parese interesant, anotando em algum quarto d folha.
Qalma, companheiros, o Perisqópio é um instrumento quja utilidad é trazer para meios obsquros as observasões d todo o orizont ond aja luz, qualqer um q qeira aprezentar alguma idéia esteja a vontad, se isto não o denegrir.
Ignátius Saraquto d Qreta
UMA LÍNGUA ENROLADA
Nasida do latim fajuta, com a finalidad d permitir o entendimento entre os dominadores romanos e os povos qonqistados; e língua obrigatória para ao povos dominados; já surjiu esqrava e qom o tempo foi organizada por idiotas portugezes q sobrepondo erros sobre erros xegaram a formular a quaze um milênio atrás a aberrasão q hoje xamam d língua portugeza.
Não tenho reqlamasões a fazer no q se refere a part sonora e sua relasão com o respeqtivo signifiqado; mas no q se refere a representasão gráfiqa na formasão de palavras frazes e testos, é d uma ignorânsia ímpar!
Tenho serteza d q se eu tivese pasado os sinquenta anos d minha ezistênsia tentando aprender d verdad esta tal “ORTO”GRAFIA (q mais me parese “QAQO”GRAFIA) não teria nem d lonje me tornado um bom montador d palavras nem d frazes e muito menos testos, imajinem ser um esqritor!
Por aí muintos se dizem esqritor, mas eles mesmos aqonselham q sempre se uze um disionário, e tais profisionais não se separam dest instrumento q leva a alqunha d pai dos burros, pois é burrise tentar arrisqar.
Não vejo vantajem em se montar ests ilójiqos garranxos d maneira tão presiza e no final a mensajem não é qaptada pelos leitores, tal é o nível d qompleqsidad q mesmo os mais dediqados não qonsegem montar em seus sérebros o entendimento final q no frijir dos ovos é o tão almejado objetivo.
A garranxada d q falo tem qomportamento anômalo, totalment fora da seqênsia natural das qoizas e por iso difiqulta sobremaneira o entendimento final do noso sérebro pois est órgão é qostituído d elementos rasionais q se adapta perfeitament a tudo q aprezentar qoerênsia.
Observ:
Esta poderia também ser a idéia d uma qaza, mas põe ilojisidad nisto.
Esta é a idéia lójiqa d uma qaza.
Todo sistema d código dev ser o mais simpls e qompreensivo posível mas qom referênsia a esqrita portugeza parese q a órdem era qompliqar para q a tal matéria paresese difísil e pouqos a dominasem e d maneira muitísimo preqária, fato est q persist mil anos depois! Parese q tudo faz qrer q a ortografia é a úniqa part do qonhesimento umano q bat firm e não aseita mudansas por menores q sejam.
Vejamos alguns ezemplos:
CASA A no ABC portugês o sinal (Q); est sinal deveria substituir o (C); a no mesmo ABC o sinal (Z) ; est sinal deveria substituir o sinal (S), fiqando então a palavra assim: QAZA. Até por uma qestão d qoerênsia.
Por falar em EXCEÇÃO, veja quanto absurdo!
A o sinal (S) q deveria substituir os sinais (XC); o mezmo sinal (S) deveria substituir o absurdo sinal (Ç), fiqando a palavra ESESÃO.
Qem falou q surje o som (Z) na palavra em negrito é muinto do babaqa.
Vejamos a palavra “CHIQUE-CHIQUE”, q tamanha gaf; por q não esqrevela xiqxiq? Nem por isto est lindo qaqto deixaria d ezistir no semiárido nordestino e tão pouqo perderia seus fabulozos espinhos.
Veja a palavra “GARFAGEM”! Afinal, virou bagunsa? Qual é o som do (G)? Se eziste o sinal (J) uzase o (J) , fiqando então: GARFAJEM.
Vejamos a garranxeira “EXECUSSÃO”! O sinal (X) tem q se definir, então xô! (X) sai do lugar do (Z), idiota! Xô (C) diria o (Q) , espera a tua vez! Xô (SS) da lisensa diria o (S); eu sozinho dou qonta do reqado! Fiqaria então a palavra “EZEQUSÃO.
Partindo dest prinsÍpio, esqrever qomo se ler, ond as letras tem relasões estáveis, a esqrita no sistema
lójiqo, modalidad q não admit esesão, poderá ser dominada em uma semana.
E não me venham qom a piada d q as aberrasões da qaqografia portugeza dévese a qestões istóriqas; afinal, estamos esqrevendo ou relembrando idiotises do mundo antigo? Se a finalidad é qodifiqar grafiqament uma idéia não vejo a nesesidad d misturarmos as qoizas.
O q poderia ser qriado era uma matéria ond fose posível entender o porqê das esqizitises das antigas grafias do pasado qomo oje se faz na tentativa d entender a esqrita quneiform, os ieroglifos ets, o q qostitui uma nova siênsia e não uma esqrita.
Já pensou se a matemátiqa permitise por motivos istóriqos q o número (2) pudese ser substituído vez por outra pelo (77)? Ou q o (3) em alguns qazos representase o (5)? Ou ainda q o (4) entre números ímpares valese (9)?.
Se por infelisidad isto oqorrese a nosa qerida matemátiqa fiqaria igualzinha a ortografia portugêza! Mas felizment os qraqs dos números não foram tão idiotas a tal ponto.
Nos tempos modernos e atuais tudo se modifiqa para fasilitar a vida só as burrises teimam em se mantrem ríjidas!
Sege o boletim informativo, ond não se admit esesões, e q substitui na esqrita lójiqa o q na esqrita portugeza se denomina “ortografia”.
C – Est é um sinal q não ezist, e portanto não faz nenhum sentido utilizalo;
Ç – É também um sinal inezistent e portanto jamais poderá apareser.
G – Tem som úniqo, veja: Gato, Agora, Sogro, em nenhuma ipóteze podera ter a petulânsia de se fazer pasar pelo (J); para isto eziste a letra (J)
H – Por enquanto permanese para formar (nh ) e (lh) até q um novo sinal substitua estas esqezitises.
J – Tem som inqonfundível veja: Jent, Jaula Viajem Esfinje, Mensajem, ets.
S – Tem som próprio veja: Seja. Saga, Mosa, Forsa, Pesqoso, Alvoroso, ets.
X – Posui som invariável, not: Axar, Puxar, Xav, Xadrês, Xamar, Xoxo, Qraxá, Xavant, Xuva ets. ( jamais poderá ser substituído por nenhuma esqezitise)
Z – É dono d som próprio, veja só: Gazolina, Azeit, Brazil, Braza, Azar, Proza, ets. ( jamais poderá ser substituído por nenhuma esqezitise)
SS – Só um erro d grafia o justifiqaria.
Ü – Por não ezistir, est sinal nunqa poderá ser grafado.
Ezistem ainda os sinaia ( agudo; sirqunfleqso e o til q são nosos velhos qonhesidos na língua portugeza.
No qazo d dúvida uze a imajinasão e o problema estará rezolvido!
Final das regras d esqrita lójiqa!
Ignatius Saraquto d Mileto.
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