segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O ARROTO DA PAULISÉIA; ENQUANTO EU VOU D QOQO, VOSES FIQAM D QOQA; SUISÍDIO SEGIDO D ASASINATO; AS MEMÓRIAS D UM “PQ”


O PERISQÓPIO
UM JORNAL PERITURO
(Esqrito em lójiqa)
Setembro de 99

O ARROTO DA PAULISÉIA

Ouve um tempo no pasado
O lugar da salvasão
O povo do mundo inteiro
Embarqava em qaminhão

Todos tinham um só destino
Fose velho mulher ou menino
Iam todos para o sul
Para a vida melhorar

A sidade era grande
Pra todos tinha lugar
Logo asim q xegasem
Qomesavam a trabalhar

Mas qom o pasar do tempo
Tudo lá foi apertando
O trabalho foi minguando
Também faltou onde morar

Mas a turma do Nordeste
Não parava de xegar
Pasaram a qriar bairros
Para terem onde fiqar

A sidade foi inxando
E os ônibus derramando
Mais jente nova q vinha
Sem um teto pra fiqar

Pasaram a oqupar qantos
Muito impróprio pra morar
Então a grande metrópole
Teve asim q favelar

O pai e a mãe proquravam
Um jeito d esqapar
E a meninada solta
Qomesou logo a entortar

A qoiza foi fiqando preta
E nada de qlarear
Muintos viraram bandidos
Pra poder se alimentar

A situasão fiqou terrivel
Não dava mais para suportar
Então a oligarqia aflita
Qomesou sério a pensar

Vamos inventar um jeito
Fazer a qambada voltar
Tem que ser qom muinta astúsia
Pra ningém desqonfiar
Depois d muinto estudo
Resolveram apliqar
Vamos afroxando “lá”
Enquanto apertamos “qá”

Todos vão sentir na pele
A diferensa q a
Aqi a polísia mata
Não a onde trabalhar

Enquanto la no nordeste
Vamos dar terra e dinheiro
E até qaminhoneiro
Eles podem saqear

Ajindo desta maneira
A turma volta inteira
Não tem xanse d erro
Os qampos irão oqupar

Enquanto aqi na metrópole
Arroxamos pra lasqar
Todos vão axar por bem
Para as fazendas voltar

O sul será um país
Muinto riqo a prosperar
Vamos fexar as fronteiras
Asim q a qambada zarpar

Após a independênsia
Pra qa não deixamos entrar
Tranqamos nosas fronteiras
Vamos tudo organizar

deixamos aqi trabalhando
Aqeles q nos interesar
Serão a nosa servidão
E qonstruimos “RISQPASP”

Será um país maneiro
Tem tudo pra prosperar
E o resto do terreno
Ajente deixa pra la

A terra q fiqar fora
Q tente se arrumar
É serto q suas jazidas
Nós iremos esplorar

Seremos um povo riqo
Tudo aqi vai deslanxar
Pois fiqando so ajente
Não a vagão pra puxar


E o restante da terra
Não vamos nos preoqupar
O MST por exemplo
Pode deitar e rolar

Pois para isto o qriamos
foi para nos ajudar
Este é o prêmio deles
E nós temos q pagar.

Ignatius Saraquto



ENQUANTO EU VOU D QOQO, VOSES FIQAM D QOQA

Qomo pode o brazileiro ser tão bobo a ponto d não se valorizar! Somos quaze duzentos milhões e não qonsegimos valorizar o noso potensial; sempre engrandesemos o q vem de fora; preferimos qonsumir não o q gostamos, não o q é melhor para a nosa saúde mas sim o q manda a TV; sim o q os boneqos propaganda dizem gostar.
Toda besta tem o qabresto q merese!
Todo idiota asiste a Globo
Todo débil mental bebe qoqa ,
Todo retardado asiste ao Ratinho,
Todo metido qompra no xópin.
Tudo iso só pra pareser ameriqano!
Em noso pedaso de xão bebemos serqa d vinte milhões d refrijerantes estranjeiros, qomemos aprosimadamente dez milhões de sanduixes e milhões d outras babozeiras q somadas importaria em nada mais nada menos q sinquenta milhões d reais por qada por do sol.
Se refletísemos um pouqo e désemos preferênsia aos nosos produtos teríamos um enrriqesimento d dezoito bilhões d reais a qada janeiro.

Bastava para isto q mudásemos d ábitos prejudisiais a saúde e adqirisemos prosedimentos saudáveis .
Qomo seria diferente se pelo menos pensásemos um pouqo!
Qaldo d qana, bolo d maqaxeira, mel d abelha, água d qoqo, suqo d laranja, suqo d uva, vitamina d qupuasu, vitamina d abaqate, vitamina d banana, vitamina d jaqa, vitamina d qaqau, aqarajé, tapioqa, batata dose, maqaxeira, inhame, qusqus e mais um sem fim d outros produtos nosos q qontém muinto mais nutrientes e muinto menos veneno.
Já pensou dezoito bilhões de reais apliqados todos os anos nas áreas produtivas d nosa alimentasão?
Já pensou tudo isto eqonomizado apenas na mudansa para um lanxe mais nutritivo e saudável?
Além do mais este simples prosedimento daria qondisões d sobrevivensia para trinta e sete milhões d brazileiros!
Mas infelizmente o povo não enxerga qom os seus próprios olhos, prefere ser arrastado por uma bengala eletrôniqa
Eu qontinuarei na tentativa d segir o meu próprio sérebro e farei tudo para esplodir este maldito bastão q qarrega a todos para o erro e para o qaus.
Outro dia uma aluna me falou q não tomava água d qoqo porqê era bebida d doente!
Ora, se é bom para doentes imajinem para sadios.
É enquanto eu vou d qoqo, voses podem ir fiqando d qoqa.

Ignatius Saraquto

SUISÍDIO SEGIDO D ASASINATO

Outro dia saí por aí e fui parar nas barranqas do Velho Xiqo; vi um pesqador num barqo , e gritei ei barqeiro xege aqi!
O pesqador deu duas remadas e meia e qa xegou.
qomesamos a falar d peixes e ele estava satisfeito qom a pesqaria só q estava pensando em mudar d vida pois o tipo do pesqado tem mudado muinto nos últimos anos.
Segundo ele, no pasado, qada tarrafada q dava, dois ou três peixes rastava, mas oje qada lanse d tarrafa tras d quatro a oito bagulhos (qadeira velha, saqo plástiqo,garrafa,qarburador, selular, buxa d fios e outros bixos mais).
Me dise êle q os peixes do pasado dezapareseram, deixaram d qreser ou morreram; o serto é q aqeles peixes não vêm mais no anzol nem na tarrafa nem na rede nem no qolvo.
A nosa qonversa demorou muinto, terminou la pelo anoiteser, o nativo deu boa noite, apoiou o remo no barro, afastou o barqo rio a dentro e dezapareseu no truvo.
Fiqei a lembrar da simplisidade daqele omem , d sua maneira mansa d falar, d sua sinseridade, d sua qultura pura, do seu modo d ser.
Xegei então a uma qonqluzão estonteante: os peixes simplesmente se suisidaram, pois d livre e espontânea vontade beberam veneno qom o qlaro intuito d se matarem e depois d mortos ainda qonsegiram asasinar o Velho Xiqo.
Malditos peixes, bem q poderiam ter bebido o seu veneno se asim qeriam e terem deixado o Velho em paz; um ansião tão bondozo e q a tantas pesoas ajudava na sua maneira qalma d levar a vida; e ter um fim tão, triste!
Malditos peixes!

Ignatius Saraquto

AS MEMÓRIAS D UM “PQ”

A tempos atrás este esqaso jornal trouse um artigo “ROMEU E JULIETA DAS ALAGOAS”, quando ironizou os asasinatos de PS Farias e d sua namorada Suzana Marqolino. (pouqos leitores entenderam).
Oje vemos voltar a mídia os qomentários aserqa das dezavergonhadas qonqluzões a q xegaram os peritos das investigasões daqele qomentado qrime.
No meu modo d entender, PS foi eliminado juntamente qom Suzana pela imposibilidade d fazelo mudar d opinião quanto ao depoimento q daria no Senado onde sertamente botaria fogo nos rabos d palha dos poderozos e então aqela sidade e outras em um segundo estariam em xamas pois o estoq d qombustivel é imenso e sendo as sidades bem arejadas não faltaria qomburente e as densas nuvens d fumasa qobririam qom espesa qamada todo o planeta e averia qompleta esquridão na terra.
Oje está na moda abrir uma QPI para enqobrir os fatos d outras QPIS anteriores e voltar os olhares do povo para observar o qometa q não pasou nem pasará.
Qomo a memória da esmagadora maioria dos brazileiros é RAM, tão logo a mídia dezlige os fatos dos notisiários tudo será esqesido.
Mas sabemos q os PQ têm memórias RAM e ROM;
Se apagaram a memória RAM do PS porqê não mostram para o públiqo a memória ROM do PS?
Se a alguma autoridade séria neste país d impunidades q mostrem o qonteúdo da memória ROM do PS.
Onde foram parar as fitas, disqetes, QD e tudo o mais q seria mostrado pelo PS em Brazília?. Dezenas d brazileiros e até estranjeiros devem posuir qópias d todos aqeles doqumentos, pois qomo sabemos o PS era um omem muinto intelijente.
Sejam maxos e nos aprezentem tais presiozidades, bando de molóides!
É, um dia um estadista fransês, quando vizitava o noso território dise uma verdade:”êta paizinho safado”
Parabéns De Gaule, vosê estava serto.
Ignatius Saraquto

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