segunda-feira, 13 de outubro de 2008

LINGUAGEM RACIONAL; DIJESTÃO X BOTIQÃO; UM TEZÃO Q DANSOU; OURO NELES E QOURO EM NÓS


L O PERISQÓPIO J
UM JORNAL PERITURO
(Esqrito em lójiqa)
Julho de 99

LINGUAJEM RASIONAL

Sabedor q sou das difiquldades q enqontramos para esqrever qoretamente o noso idioma rezolvi qriar a linguajem natural onde Z é (zê), X é xis, ets. Serto d q muinto tempo será eqonomizado no sentido d esqrever-mos d maneira fásil e presiza todo e qualqer voqábulo.
A prinsípio todos q se inisiarem na nova maneira de esqrita axarão estranho mas após uma semana todos serão doutores em esqrever todo e qualqer voqábulo pois na linguajem natural tudo é esqrito qomo se lê.
Vão aqi minhas desqulpas aos ilustres profesores de ortografia pois sei q para eles será um imenso xoqe! Mas também não está desqartada a posibilidade de eles virem a fazer parte do grupo dos q farão da linguajem natural uma das maiores ferramentas da ortografia e das fasilidades da esqrita.
Aos q disqordarem radiqalmente está aberta a resepsão de sujestões e qritiqas, tudo será bem vindo!
Qomo sabemos as esqritas novas e rasionais estão sujeitas a falhas e reqer algum aperfeisoamento.

Ignatius Saraquto

DIJESTÃO X BOTIQÃO

Ezistem males na vida q não aseitam a razão; nosa boqa por exemplo tem lá suas funsões, umas mais nobres outras não.
Dizer q todos os males devem ser eliminados pela raiz, é por todos nós aseito qomo um dos dizeres mais qorretos, mas sertamente á esesões.
A ijiene buqal tem qomo funsão maior prezervar os “osos duros d roer” pois é através deles q se inisia a dijestão no noso organizmo.
Os seres umanos, qazo não prezervem os sitados osos fatalmente sofrerá obturasão, q no popular, qer dizer tapamento.
Alegre deverá fiqar aqele q um dia morder a língua pois terá a serteza d q pelo menos uma dupla d “osos duros d roer” ainda posuirá e sem dúvida qom eles estará fasilitando as funsões dijestivas.

Quando por desquido ou falta de orientasão perdemos um ou mais deses “osos” resebemos uma super promosão q será persebida por todos os nosos amigos, inimigos, qolegas, superiores, subordinados ets., a não ser q andemos sempre sérios.
Portanto, ilustres qolegas, não perqam tempo, quidem, a partir d agora, dos seus presiozos osinhos e se notarem neles alguma irregularidade, lembrem-se d q ezistem profisionais abilitados em prezervá-los.
Por ezemplo o SESI de Petrolina presta eselentes servisos nestes asuntos e se vosê não xegar muito tarde, as xanses d eliminar o mal pela raiz serão remotas.
Assim qomo da qruz foje o qão, fuja também vosê dos saqa-molas e do botiqão.

Ignatius Saraquto


UM TEZÃO Q DANSOU
ETFPE à EMFPE


A turma dos qursos téqniqos andavam qomentando a dias atrás, e oje já reqlamam em tom qada vez mais forte, do abandono em q dizem ter sido jogados.
Outro dia, em sala d aula, foi tão grande a revolta dos alunos q fui obrigado a paralizar as minhas atividades bem no meio d uma aula!
Proqurei inteirar-me dos fatos ajitantes e logo entendi o q perturbava os alunos do 6º qímiqa; segundo os alunos, estava avendo um grande desqazo por parte da ETFPE qom os alunos do qurso téqniqo e q já estavam se qonsiderando disqriminados, pois todas as estruturas e as atensões da esqola estavam qanalizadas para as turmas do qurso médio e q os qursos téqniqos estavam jogados às trasas.
Este fato foi previsto por mim e xegei a qomentar qom alguns qolegas sobre os risqos das radiqais mudansas q se prosesariam em nosa instituisão d ensino e q tais mudansas poderiam trazer sérias qonsequênsias futuras.
Afirmaram os alunos q nos qursos téqniqos á qonstantes matérias sem profesores e q o mesmo não aqontese qom os qursos médios.
Até mezmo vizitas téqniqas jeralmente estão diresionadas para o qurso médio em detrimento dos téqniqos.
Se realmente isto está oqorrendo, sujiro à diresão desta UNED tomar abranjentes e efiqazes medidas no sentido d reverter imediatamente o lamentável e grotesqo quadro.
A não ser q o nome ETFPE seja substituído por EMFPE e q as vizitas téqniqas pasem a ser denominadas vizitas médias.
Na realidade a letra mais importante q forma o voqábulo ETFPE está seriamente abalada se é q não já está sendo ezonerada do grupo.
Não vejo qomo será o funsionamento desta qonseituada esqola se tal ezonerasão oqorer. Talvez tudo venha a ruir e isto é o q eu não qero e q talvez muintos também não, mas qom serteza oqorrerá.
Talvez a úniqa saída seja a formasão d duas esqolas independentes e q posuam quadros próprios mezmo q venham a funsionar nas mezmas instalasões.
Espero q os qolegas não entendam mal, qero apenas q o problema seja por todos meditado.

Ignatius Saraquto

OURO NELES E QOURO EM NÓS

Pelo q tenho notado na TV, nos jornais e nas revistas esta febre das privatizasões qontinuará a ajir enquanto ouver qorpos sadios para serem ataqados, depois virá a frajilidade jeral do organizmo.
A febre, qomo sabemos, é um meqanismo d defeza dos seres vivos no sentido d barrar o avanso d males q venham a aruinar o funsionamento d organismos sadios.
Estando provada a ezistênsia da febre fiqa qlaro a manifestasão d males a ataqar o organizmo do noso país. Qomo sabemos a rezistênsia aprezentada pelo organizmo é tanto maior quanto maior for a saúde e o vigor do qorpo ataqado.
Podemos qonqluir q esta febre deverá ser das mais fraqas já q nem o vigor físiqo nem a saúde deste baita e tronxo país ezistem. Vigor e saúde da melhor qualidade podemos ver nos vírus e baqtérias q ataqarão o noso pedaso de xão e q sem nenhum empesilho aqi se instalam e imediatamente inisiam a suqsão da seiva nasional para nutrirem-se, qreserem, reproduzirem-se e fortifiqarem-se qada dia mais.
Um dia eu asisti pela tv ao pronunsiamento d uma famoza lésbiqa ingleza, aqela q apelidaram de “Iron-Woman e q para mostrar a sua masqulinidade na Amériqa “qasetou”os arjentinos. Pois é, aqela insuportável figura lansou ao ar a mensajem qlara d q era pura idiotise dos brazileiros não aseitarem a idéia d privatizasões, pois segundo ela, na Europa a saída foi privatizar.
Se eu tivese nasido onde naseu a dita lésbiqa, lhe daria total razão pois sei q privatizar as áreas mais luqrativas do Brazil para as emprezas européias seria sem dúvida uma maravilha para o qontinente europeu e por tabela para o Reino Unido e o Tio Sam, sendo q estes dois últimos formam uma dupla d lasqar.
Só q nasi no outro polo e sei q o q é bom para lá é pésimo para qá.
O q se viu das privatizasões já oqorridas no país das Ibirapitangas e dos selvajens foi a transferênsia dos setores luqrativos qomo: ferro, enerjia, petróleo e as qomuniqasões para os povos dos paizes do Rei Artur, do país d Bismark, do país d Napoleão, do país de Mussolini, do país dos Kennedys e dos paízes d outros mais.
Pelo q sabemos da Istória mal qontada, a úniqa vez q a Europa em pezo levou qouro da terra d “averá qruz”, deixando aqi os bois desqasqados foi no tempo da velha qolônia.
Oje nos envaidesemos d sermos uma qolônia moderna qom pouqos proprietários onde o bem-estar é monopólio esterior e onde a teqnolojia globalizada afina o tom no sentido d levar as riqezas vitais à nosa sobrevivênsia.
O nosso qomportamento e os nosos erros são os mezmos dos abitantes daqi a qinhentos anos atrás; mas se em meio milênio não mudamos em nada é porqe na ralidade somos pra lá d burros e não temos nenhuma qriatividade.
sertamente tudo se repetirá e já está xegando a ora d fujir-mos para as poqas matas q ainda restam e esperar-mos por novas bandeiras a nos perseguir e nos aqorrentar.

Ignatius Saraquto

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