L O PERISQÓPIO J
(Jornal Perituro – Esqrito em lójiqa)
Diresão jeral: Ignatius Saraquto
agosto/2003
A FORÇA AFOGATIVA
No mundo científico, muitos pesquisadores já desconfiavam da existência de uma força vertical com sentido de cima para baixo que atua sobre todas as mentes quando imersas no mundo da ciência.
Tal força em muito tem atravancado as condições de progresso e de ascensão do pensamento humano.
Estudos secretos levados a cabo na ETFPE-UNED Petrolina comprovaram a existência desta força, mediram os fatores que a alteram, esquematizaram suas características, determinaram os seus preferidos pontos de aplicação e chegaram a medir até trabalhos por ela realizados (todos negativos).
Grupos de estudiosos sentiram e ainda sentem na pele a pressão causada por esta maligna força ao tentarem atualizar-se ou especializarem-se em suas áreas do saber.
Viram diante de si a impossibilidade de prosseguir em seus estudos e conseqüentemente trazerem para a sala de aula conceitos novos e técnicas modernas indispensáveis a uma escola que se diz eficiente e atualizada.
Muitos dos conceitos, técnicas e materiais utilizados em sala de aula desta UNED são de décadas atrás.
Toda esta discrepância surge por efeito da força afogativa que tem origem nos altos escalões das instituições de ciência e ponto de aplicação nas mentes que tentam elevar os seus conhecimentos, exigindo destas imensos esforços para que possam continuar ativas e a se modernizarem.
Além deste danoso efeito, as forças afogativas provocam grande desânimo e cansaço chegando ao ponto de muitos se acomodarem, e daí por diante regredirem e passarem a viver de alguns conceitos e técnicas de um passado remoto; elementos estes só encontrados em alguns museus de antiguidades.
Os dias atuais requerem conceitos modernos, técnicas requintadas e materiais de últimos lançamentos; portanto: livros antigos, professores do passado, materiais superados, quadro e giz, nanquim, pranchetas, réguas tês, não apresentam mais utilidades e deverão urgentemente ser expostos em antiquários e já devem ser objetos da arqueologia.
Meses atrás um grupo de professores, sentindo-se superados pelo longo enclausuramento nesta UNED, sonharam com uma leve atualização em um dos centros modernos de nosso país, mas acordaram cedo pela ação de forças afogativas e logo caíram na realidade, despetaram e voltaram ao costumeiro “feijão com arroz”.
Ultimamente um professor, movido pela curiosidade de conhecer o que havia de novo lá fora e na impossibilidade de ser liberado pela UNED enlouqueceu e virou estudante da própria UNED, pois falava-se do aparecimento de um super curso na área de informática e computação. Fez o vestibular, passou e lá ganhou o direito de se atualizar e ampliar os seus conhecimentos aqui mesmo na sua UNED, era bom demais.
Chegou até a cursar a 1a semana e descobriu que a força afogativa apresenta efeito retardado pois depois de todo o caminho livre, foi objeto de ação violente da maligna força e lá se foi o louco professor arrastado para o fundo do poço com todos os seus ideais.
Bem feito, quem manda colocar o próprio ser como cobaia de suas experiências?
Quem manda desafiar a existência e os efeitos de uma força já tão conhecida?
Quem manda nadar contra a correnteza?
Quem manda …
É … em terra de sapo, de cócoras com eles!
O GESSO E A MENTE
Um dos cientistas da ETFPE resolveu investigar as propriedades do gesso e, mal iniciou a pesquisa, já se deparou com propriedades importantíssimas apresentadas pelo polêmico material.
Vários são os ramos da ciência que utilizam e estudam o intrigante material: indústria, medicina, engenharia, construção civil, artesanatos, e por aí vai.
Pesquisas recentes levadas a cabo e outras em andamento no centro de estudos avançados da UNED Petrolina sob a orientação do professor Inácio chegaram a resultados espantosos!
O gesso é capaz de lubrificar os neurônios cerebrais e multiplicar por um no grande, mas ainda não determinado, a capacidade cerebral de acumular dados e processá-los de maneira bem mais simples e com isto aumentar assustadoramente a inteligência das pessoas que o utilizam possivelmente diluído em águas subterrâneas.
Informa o cientista e professor Inácio que é a única explicação para o fato da pequena cidade de Ipubi apresentar tantos filhos ilustres espalhados por todo território nacional nas mais distintas áreas do saber.
Veja a UNED Petrolina; considerada o principal centro de cultura desta cidade, os ipubianos estão em todos os departamentos com os seus poderosos cérebros e uma inteligência de causar inveja; eles não são vistos estudando, pesquisando, lendo, nada disto observa-se; tudo leva a crer que todo o seu potencial é adquirido ainda na fase intra uterina onde todas as noções gerais da concepção humana lhe são passadas e já nasceriam dotados de um cérebro super afinado para vivenciar a ciência e esbanjar simpatia e simplicidade nos seus modos de serem e de se comportarem.
Quem na UNED Petrolina ou em qualquer outro lugar não admira os maravilhosos filhos daquela cidadezinha que em muitos mapas nem consta?
Mas não faz mal, os seus filhos farão sempre a divulgação exemplar do torrão onde nasceram.
É, das pesquisas já realizadas e mesmo das que se encontram em andamento tudo aponta para o gesso como o responsável por este glorioso fenômeno.
I.P.U.B.I. (Introdução de Potenciais Utilíssimos para o Bem da Inteligência)
Profo Inácio Nogueira
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