segunda-feira, 13 de outubro de 2008

AGORA LASQOU! AGUA DE PETROLINA; XENOLINA; O QARNEIRINHO ENJOADO


O PERISQÓPIO
(Jornal Perituro)
Esqrito em lójiqa
Diresão jeral: Ignatius Saraquto
Março/2000

AGORA LASQOU!

Parese q a turma da UNED agora pirou d vez!
Venho tentando entender o q realment se qer para a nosa esqola, mas está difísil d se xegar a uma qonqluzão; tudo indiqa q isto aqi virou um maniqômio.
O problema da UNED – Petrolina é q ela é pratiqament insignifiqant se qomparada a toda poderoza Esqola Téqniqa Federal d Pernambuqo (Resife), e isto nos trouse inúmeras dezvantajens e inúmeros problemas, a ponto d fiqarmos totalment izolados do CEFET Resif e também do resto do mundo.
Aqi o uníqo modo d se observar o q oqorre aí por fora é através do perisqópio; qomo nos submarinos!
Agora a qoqeluxe do momento é o noso enrrabixamento a Universidad Federal d Pernambuqo.
Ora, se ja não éramos nada frent ao CEFET imajinem o q pasaremos a ser se pasarmos a fazer part do monstro mensionado.
Muitos imajinam, prinsipalmente os qolegas d Resife q fazem parte do quadro d nosa UNED, q isto aqi vai virar o séu; q todos vão fazer mestrado doutorado e q qursos na Alemanha, Fransa, Inglaterra, Estados Unidos, Japão e Itália é o q não irá faltar.
É, pod até ser, mas é bom lembrar q sonhar aqordado, quando não se está qom febre alta, é qonsiderado pelos psiqiatras alto grau d dezeqilíbrio mental.
Para ser sinsero, estou seguro d q Petrolina não presiza d nenhuma ajuda nem orientasão das anigas e arqaiqas instituisões da dezestruturada e mal tratada capital dos Guararaps.
Resife dev guardar suas idéias e sabedorias para o seu próprio proveoito, rezolvendo os sérisimos problemas qrôniqos q posui e q até o prezent se mostraram inqompetents para solusionálos.
Somos uma eqip por demais qapaz d segirmos o noso póprio nariz não qeremos para nós os problemas e os vísios q Resife oje tenta esportar.
Uma qomunidad q não sab segir os próprios pasos e pasa a ser giada por outra não merese ezistir.
Q Deus ilumine nosas ments e q nos fasa segir os nosos ideais.
Ignatius Saraquto.

A TEQNOLOJIA A SERVISO DO OLOQAUSTO MODERNO

Imajine vosê, q por alguma maluqise, rezolvese enxer a part superior do filtro d sua qaza qom terra, objetivando o qultivo d um pé d tomat.
Para q o tomateiro posa viver presiza d água, então vosê o irriga e as sobras d água atravesa a terra, pasa pela vela do filtro e se aqumula no rezervatório inferior do filtro.
A sêd xega e vosê pega um qopo, abre a torneira do filtro e pasa pra dentro d seu organizmo; até aí tudo bem!
As plantas jeralment são ataqadas por doensas e pragas, e vosê para q o tomateiro qresa fort e bonito, arroxa veneno e adubo.
Valeu a pena, o bixo agora está verd e vistouzo d dar gosto e qada tomatão d dar água na boqa, só q part do veneno fiqa no tomat e o restant sege a água, atravesa a terra pasa pela vela do filtro e sai qristalina, qristalina.
Vosê e toda a sua família ao sentir sêd pega um qopo enxe a pansa e sent aqele gostinho ruim e esqezito ( o q não mata engorda), vira ábito e vosê nem se importa mais.
Só q aqele gostinnho esqezito tras muito mais qonsequênsias d q se posa imajinar; são venenos dos mais violentos, vosê juntament qom sua família vão depozitando no roganizmo pouqo a pouqo e
em brev, problemas d saúd dos mais trríveis qomesam a surjir em vosê e toda sua família, mas ja é tard.
É ezatament isto q aqontese qom a grand família petrolinense: o tomateiro são todas as qulturas qultivadas no Projeto Senador Nilo Qoelho; a terra é todo o solo do projeto; o veneno são sentenas d qarradas d insetisidas lansadas todos os anos na referida área; a vela do filtro seria a estasão d tratamento dágua da Qompeza ond os sólidos e miqroorganizmos são retidos, mas os venenos pasam livrement e xegam até nosas torneiras.
Vosês sabem qual é a sidad q envia para o ospital do qânser mais enfermos q o resto do estado? Asertou é ela mezma. Sabem porqê? Porqê aqi tanto os alimentos qomo a água é puro veneno!
Veja o projeto d um oloqausto moderno,
Rio São Fransisqo
Qaptasão do veneno
Projeto Masangano
Rio Vitória

Petrolina
Distribuisão do veneno
















Diant do esposto, qab a nós ezigirmos masisament q providênsias enérjiqas sejam tomadas pelos orgãos governamentais no sentido d esbarrar est oloqausto.
Foi dado o alerta!
Espero q esta grand família se mobilize e q forts presões sejam por ela apliqadas aos orgãos responsáveies, q no meu ver me paresem irresponsáveis , isto sim!
Mais uma vez avizo: qazo medidas urjents e apropriadas não sejam tomadas, os abitants desta rejião, num futuro bem próximo, vivensiarão um verdadeiro qaus; a sua destruisão em imundos e desprezados leitos d ospitais.
Ignatius Saraquto

XENOLINA – ETA LUGARZINHO ESQEZITO!

Estiv em Qurasá, qonhesi muita gent, quaze todos nasido la.
Estiv em Oroqó, fiz muintas amizads, sabem d ond eles eram? D lá mezmo da sidad.
Estiv em bodoqó, qonversei qom boa part do povo do lugar, e imajinem ond eles naseram? Em Bodoqó.
Pasei dias em Araripina e qonsegi deixar boas amizads por lá, e por mais q paresa inqrÍvel d aseitar pouqos não eram filhos d la.
Fiqei dias em Ouriquri, me relasionei qom todo mundo e qontinuei a não entender, todos qomo os seus pais e avós eram filho daqele lugar.
Trabalhei em Mirandiba, saí d la qonhesendo jent a besa e eu qontinuava intrigado pois quaze ningem era d fora, naseram naqele lugar.
Por Belém do São Fransisqo também andei; qom o povo me entrozei e qomo nos demais lugares o pesoal naseu por lá qomo também seus pais e avós.
Vizitei salgeiro e qomo os primeiros todos eram filhos d la, terra d seus antepasados.
Conhesi Dorments um bom lugar, fiz amizad qom o povo, todos juntament qom os seus pais e avós filhos daqele lugar.
Por Afrânio me fiz demorar, qontaqtei muita jent, um povo muinto legal tudo família d la.
E muinto viajei, até qonheser Xenolina um ezótiqo lugar, tudo era diferent vi o panorama mudar; andei, andei estiv um tempão a sirqular, qonhesi jent a besa, jent d tudo q é qanto d tudo q é lugar, mas um Xenolinense daqi, foi difísil d enqontrar; todos aqi vieram d fora e espulsaram os do lugar, parese q eram viqings pois por ond ests povos pasaram, o povo da rejião não se sab ond foi parar.
Aqi se instalaram tomaram qonta d tudo e pros daqi faltou lugar.
O pesoal desta terra qomesou a pasar fome e não se sab ond foram se soqar.
Alguns entraram no mato tentando esqapar, e mezmo enfrentando as durezas qonsegiram se safar, dizem q as vezes voltam aqi porqê os médiqo não aparesem por la, e só se as ervas falharem é q vem aqi se qonsultar.
Saí então empolgado qom a esperansa do dito povo enqontrar, pois o q se qomentava era q se tratatava d um povo em estinsão q devido ao já esposto se internaram no meio do sertão na área q hoje forma os munisípios d Afrânio, Dorments e de Xenolina.
Saí por ests interiores e não demorei a enqontrar um povo diferent, muito diferent dos q hoje abita a sidad d Xenolina.
Diant dest povo me senti em meu verdadeiro lugar é um lugar diferent ond abita um povo d espírito ímpar! q povo maravilhozo! q povo ospitaleiro! q povo umild! q povo eduqado!
Até parese a terra natal d meus pais e avós; pois eles me falavam d um lugar asim e eu não qonsegia aqreditar. Qontavam q eram d uma terra ond a vida era trabalhar, ond avia trabalho para todos e faltava era jent para labutar; não avia jent ruim e nem ningém para roubar, todos eram onestos e sabiam respeitar, o alheio tinha dono não se podia pegar.
Lugar assim qomo est ezist ainda oje bem aqi no munisípio desta sidad, fiqa afastado do rio e logo asim q o perímetro urbano aqaba.
Mas qonversando qom aqele povo voltei a me preoqupar, me qontaram q jent q vem d fora estão andando por la, são pesoas esqezitas, vem da sed do munisípio e por ond vão pasando qoizas alheias vão pegando e vendendo em outro lugar; as qriasões vão sumindo e os qouros vamos surjindo debaixo dos pés d paus; também o pior já qomesou: as qoizas do pobre povo estão levando a forsa, tomam d arma na mão; qoiza q a pouqo tempo pra eles so ezistia em rádio e televizão.
Dise aqele bravo povo q “qom a seqa os bixos morrem d fome e sed e as plantasões não produzem e logo depois do inverno volta d novo o inferno, a prezensa dos ladrões q pega o q sobrou e ainda espalha o terror em nosa rejião!”
É, os últimos redutos d xenolinenses, estão para aqabar, assim qomo aqonteseu na sidad, e se as autoridads sérias não entrarem logo em asão não se pod imajinar, est povo do sertão pra ond vai se mandar.
ATENSÃO AUTORIDADS, PAU GROSO NO LOMBO DESTA QAMBADA! AFINAL, VOSÊS ESTÃO D Q LADO?
Ignatius Saraquto.

O QARNEIRINHO ENJOADO

Naseu la para os lados d Monteiro na Paraíba e desd sedo era qompliqado, embuanseiro, brigento e xato.
D tanto qriar qonfuzão em sua terra, sua permanênsia fiqou difísil e qompliqada a ponto d ter q mudar d ares.
Estava sempre metido em qonfuzões qom os outros qarneiros e qomo era desprovido d fíziqo, pasou anos a apanhar d tudo q era qarneiro, e por último até as ovelhas entraram na moda e também pasaram a sentarlhe a ripa.
Rezolveu então, na manhã d um dia d domingo, sumir no mundo e foi parar em Qaiqó no Rio Grand do Nort.
La xegando, após dois mezes d viajem, muito qansado e bem mais magro, restandolhe apenas o qouro e os osos, fiqou d dar pena a qualqer um q o vise, dado o seu pésimo estado.
Rodou, rodou até enqontrar um grand rebanho d ovelhas e qarneiros, todos gordos d fazer inveja; foi se xegando d lev até q se entrozou qom o rebanho.
Logo fiqou sabendo q o qarneiro xef, um qarneiro fort e grand d dar medo a qualqer bixo, era o terror da rejião, então o seu espírito embuanseiro qomensou a funsionar rapidament.
Pasou a espalhar entre as ovelhas q não tinha medo do qarneirão e q a qualqer ora iria darlhe uma sova; as ovelhas ouvindo aqilo, pasaram a aqonselhalo d q tomase muito quidado pois se aqela qonversa xegase aos ouvidos do qarneirão seria o fim do borrego!
Dise então o qarneirinho: nasi e qresi e até oje nunqa enqontrei ningém para me enfrentar e se sair bem!
Espalhou, espalhou até q a sua fama xegou aos ouvidos do Qarneirão, q não deu a menor importânsia a notísia – ele dev está qom febre ou fraqo da bola, deixa est qoitado!
O tempo pasou e um dia o Qarneirinho enjoado xegou perto do qarneirão e falou bem alto: afinal vosê é valent ou froxo? todo o rebanho se asustou ao ouvir tamanha provoqasão ao qarneirão.
O qarneirão olhou para o rebanho e dise já rindo: eu não dise q est burrego é maluqo!? Fiqa qeto e vai qomer mato pra ver se qrese, infeliz!
Alguns mezes se pasaram e o Qarneirinho enjoado provoqava qada vez mais o Qarneirão, e daí pra frent fiqou espalhando entre o rebanho q o qarneirão vistozo era qovard, froxo e muito do medrozo.
O qarneirão perdeu a as estribeiras e furiozo rezolveu dar uma lisão no insignifiqant atrevido: “vamos borregot, se prepare q seu dia xegou, vamos ver qem é o qovard e froxo aqi nesta josa”. “’É vosê, falou o Qarneirinho enjoado.”
Sairam os dois, o Qarneirinho na frent e o Qarneirão atrás, a proqura d um lugar ideal para o duelo enquanto as ovelhas e o restant dos qarneiros gritavam: adeus Qarneirinho! desta vez vosê se laqou!
O Carneirinho deu uma olhadinha para trás, qom a qara d saqana e segiu viajem.
O Qarneirinho ao xegar perto d um lajedo parou e dise: aqi já está bom seu Qarneirão qovard.
O Qarneirinho fiqou d qostas para o lajedo e gritou: vem seu froxo!
O Qarneirão xeio d ódio tomou enorme distânsia e gritou: vosê é o qulpado d sua dezgrasa! Partiu então o Qarneirão qomo um foget em diresão ao Qarneirinho q estátiqo não tirava os olhos do Qarneirão q vinha qomo uma bala em sua diresão.
Quando faltava pouqo mais d meio metro para o Qarneirão xegar, o Qarneirinho saltou d lado e o Qarneirão não teve esqolha; sentou as pontas na roxa, qebrou vários osos inqluzive o pesqoso, tendo morte instantânea.
O Qarneirinho fiqou por ali o tempo nesesário para o seu qorasão reduzir a disparada e sua respirasão voltar ao normal e em segida voltou para ond estava o rebanho e falou na maior qalma: a nest rebanho mais algum maxão?
Todo o rebanho fiqou intrigado e logo qiz saber ond estava o qarneirão.
O Qarneirinho na maior qara d pau falou qom o ar d tristeza: infelizment ele não rezistiu aos meus golpes e veio a faleser!
Todo o rebanho,intrigado qom a notísia se dirijiu para o loqal da qontenda e la xegando enqontraram os restos mortais daqele q era o terror daqelas parajens.
Diant do fato ningém mais duvidou do Qarneirinho e pasaram a repeitalo qomo o xef do xiqeiro.
O Qarneirinho enjoado avia xegado ond ningém nunqa imajinara e pasou a ter a sua dispozisão todas as ovelhas q bem qizese!




Ignatius Saraquto

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